O medicamento genérico
é aquele que contém o mesmo fármaco (pincípio ativo), na
mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela
mesma via e com a mesma indicação terapêutica do
medicamento de referência no país, apresentando a mesma
segurança que o medicamento de referência no país,
podendo este ser intercambiável. O Ministério da Saúde
através da ANVISA, avalia os testes de bioequivalência
entre o genérico e seu medicamento de referência,
apresentados pelos fabricantes, para comprovação da sua
qualidade.
Os similares são
medicamentos que possuem o mesmo fármaco, a mesma
concentração, forma farmacêutica, via de administração,
posologia e indicação terapêutica do medicamento de
referência (ou marca), mas não têm sua bioequivalência
com o medicamento de referência comprovada.
São, normalmente,
medicamentos inovadores, cuja eficácia, segurança e
qualidade foram comprovadas cientificamente, por ocasião
do registro junto ao Ministério da Saúde, através da
ANVISA. São os medicamentos que, geralmente, se
encontram há bastante tempo no mercado e tem uma marca
comercial conhecida.
A diferença está na
embalagem. Apenas os medicamentos genéricos contêm, em
sua embalagem, logo abaixo do nome do princípio ativo
que os identifica, a frase "Medicamento genérico - Lei
9.787/99". Além disso, os genéricos vão passar a ser
identificados por uma grande letra "G" azul impressa
sobre uma tarja amarela, situada na parte inferior das
embalagens do produto. É o que estabelece a
Resolução RDC nº 47, de 28 de março de 2001.
Sim. O medicamento
genérico têm a mesma eficácia terapêutica do medicamento
de marca ou de referência. O medicamento genérico é o
único que pode ser intercambiável com o medicamento de
referência, visto que foi submetido ao teste de
bioequivalência.
Os testes de
equivalência farmacêutica e bioequivalência são
realizados em centros habilitados junto à ANVISA.
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Segundo a legislação
brasileira, o medicamento genérico deve ser equivalente
farmacêutico ao seu respectivo medicamento de
referência, ou seja, deve conter o mesmo fármaco, na
mesma dosagem e forma farmacêutica. O teste de
equivalência farmacêutica é realizado "in vitro" (não
envolve seres humanos), por laboratórios de controle de
qualidade habilitados pela ANVISA.
A biodisponibilidade
relaciona-se à quantidade absorvida e à velocidade do
processo de absorção do fármaco liberado a forma
farmacêutica administrada. Quando dois medicamentos
apresentam a mesma biodisponibilidade no organismo, sua
eficácia clínica é considerada comparável.
O teste de
bioequivalência consiste na demonstração de que o
medicamento genérico e seu respectivo medicamento de
referência (aquele para o qual foi efetuada pesquisa
clínica para comprovar sua eficácia e segurança antes do
registro) apresentam a mesma biodisponibilidade no
organismo. A bioequivalência, na grande maioria dos
casos, assegura que o medicamento genérico é equivalente
terapêutico do medicamento de referência, ou seja, que
apresenta a mesma eficácia clínica e a mesma segurança
em relação ao mesmo.
A prescrição com a
denominação genérica do medicamento é obrigatória
somente no serviço público (SUS). Nos demais casos,
ficará a critério do profissional responsável, podendo
ser realizada sob nome genérico e/ou comercial.
O profissional poderá
restringir a substituição do medicamento de referência
pelo genérico (intercambialidade); todavia, esta
orientação deverá ser escrita de próprio punho, de forma
clara e legível.
O usuário deve
solicitar ao farmacêutico orientações quanto à
substituição do medicamento, conforme a prescrição, ou
procurar outro estabelecimento que possua o medicamento
genérico prescrito.
A Política de
Medicamentos Genéricos possui diversas vantagens, quais
sejam:
· medicamentos de melhor qualidade, mais seguros e
eficazes, comprovados através da realização de testes de
equivalência farmacêutica e bioequivalência;
· medicamentos de menor preço, visto que os fabricantes
de genéricos não precisam investir em pesquisa para o
seu desenvolvimento e nem em propaganda;
· redução nos preços dos medicamentos de referência, com
a entrada de medicamentos concorrentes (genéricos);
· possibilitar aos cidadãos maior acesso aos
medicamentos;
· fortalecimento da indústria nacional;
· mudança de comportamento dos profissionais de saúde (prescritores
e dispensadores);
· desenvolvimento tecnológico das indústrias e,
conseqüentemente, do país.
Os fabricantes de
medicamentos genéricos não necessitam fazer
investimentos em pesquisas para o seu desenvolvimento,
visto que as formulações já estão definidas pelos
medicamentos de referência e que servirão de parâmetro
para a fabricação. Outro motivo a ser considerado diz
respeito ao marketing. Os fabricantes de medicamentos
genéricos não necessitam fazer propaganda, pois não há
marca a ser divulgada.
Sim. Qualquer
medicamento, exceto os de venda livre, seja de marca,
similar ou genérico deve ser vendido mediante prescrição
médica. A auto medicação é uma prática perigosa.
Os Estados Unidos e
muitos países da Europa já adotam políticas semelhantes
há mais de 20 anos.
O mercado mundial de medicamentos genéricos cresce,
aproximadamente, 11% ao ano. Nos Estados Unidos, a
participação do receituário de genéricos alcançou cerca
de 42% das prescrições. Os EUA, o Japão e a Alemanha
representam cerca de 60% do mercado mundial de
genéricos, cuja expansão é inevitável.
Os medicamentos vendidos pelo nome do princípio ativo
deram tão certo, que o mercado de genéricos representa
72% do receituário médico, nos EUA, a um custo médio de
30% mais barato em relação ao medicamento de marca.
As indústrias
farmacêuticas estrangeiras, instaladas no Brasil,
fabricam mais medicamento de referência ou de marca,
porque fazem pesquisas em grandes centros de alta
tecnologia no seu país de origem, com grande capital de
giro para investir. No entanto, as referidas indústrias
produzem similares e podem produzir genéricos. As
indústrias nacionais têm maior produção de medicamentos
similares. Atualmente, os medicamentos genéricos já
fazem parte da produção nacional.
Porque os fabricantes
de medicamentos genéricos copiam um determinado
medicamento - não necessitam fazer investimentos em
pesquisas para o seu desenvolvimento - visto que as
formulações já estão definidas pelos medicamentos de
referência e que servirão de parâmetro para a
fabricação.
Além disso, os fabricantes de medicamentos genéricos não
necessitam fazer propaganda, pois não há marca a ser
divulgada, o que também reduz os custos do medicamento.
·
Na embalagem deve estar escrito "medicamentos genéricos"
dentro de uma tarja amarela, com o objetivo de facilitar
a identificação. Além disso, deve constar a lei nº
9.787/99
· Como os genéricos não tem marca, o que você lê na
embalagem é o princípio ativo do medicamento. Fique de
olho.
E não esqueça de perguntar ao seu médico se existe um
medicamento genérico equivalente ao seu. Caso exista,
peça a inclusão na receita. Fonte: Anvisa
.
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